


A corrida pela inteligência artificial, o crescimento dos centros de dados, a rivalidade tecnológica entre EUA e China, a segurança energética, a reindustrialização e a reorganização das cadeias de suprimentos estão redefinindo a competitividade econômica.
O Brasil possui ativos singulares, incluindo uma matriz energética limpa, liderança em biocombustíveis, um agronegócio impulsionado pela tecnologia, produção científica expressiva e reservas de minerais críticos. No entanto, transformar esses ativos em produtividade e desenvolvimento econômico exige investimento contínuo em inovação.
A Lei do Bem é uma ferramenta estratégica fundamental que tem apoiado o investimento privado em P&D, reduzido custos de inovação e fortalecido as capacidades tecnológicas do Brasil ao longo de quase duas décadas. Apesar dos resultados expressivos, sua utilização aponta para um potencial ainda não plenamente explorado em meio às transformações econômicas globais.
Entre 2006 e 2024:
Ao longo do período, o crescimento ocorreu simultaneamente nas três dimensões: empresas participantes, investimentos em P&D e utilização do incentivo. A Lei do Bem ultrapassa a redução da carga tributária: seu objetivo é estimular investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Ao diminuir parte do custo associado ao desenvolvimento tecnológico, o instrumento incentiva empresas a assumirem projetos que muitas vezes seriam adiados, reduzidos ou simplesmente não ocorreriam.
E o resultado aparece nos números:
Durante décadas, acesso a capital, infraestrutura e mão de obra foram os principais diferenciais competitivos. No entanto, hoje, os países e empresas que mais avançam são aqueles aptos a:
Ou seja, a capacidade de adaptar e inovar tornou-se um dos principais fatores de desenvolvimento econômico. Possuir ativos estratégicos é importante, e transformá-los em tecnologia e soluções de maior valor agregado é o que amplia seu impacto econômico. Poucos são os países que, como nós, combinam simultaneamente:
Nas últimas décadas, o Brasil ampliou instrumentos de apoio, fontes de financiamento e incentivos para inovação. No entanto, ela não nasce apenas da existência dos instrumentos, mas também depende de empresas que enxergam a necessidade de competir de forma diferente, notando a necessidade do mercado por maior produtividade e diferenciação. Hoje, os principais movimentos globais concentram investimentos em IA, Data Centers e infraestrutura digital, energia, defesa e tecnologias duais, tecnologias climáticas e biotecnologia, justamente áreas em que o investimento tecnológico passou a determinar competitividade econômica e posicionamento geopolítico.
Mesmo após quase duas décadas de expansão, milhares de empresas potencialmente elegíveis ainda não utilizam o instrumento, existe espaço para ampliar o alcance dos investimentos incentivados em inovação e o investimento empresarial em P&D permanece abaixo do observado em economias líderes em inovação.
Mais do que produzir tecnologia, as economias buscam desenvolver capacidades próprias e ocupar posições relevantes nas cadeias globais de valor. De forma progressiva, cada país busca sua própria identidade:
Quem não acompanha esse movimento corre o risco de participar apenas das etapas menos intensivas em conhecimento.
Os números provam que o mecanismo é eficiente, mas é alvo de uma subutilização que não a permite demonstrar todo o potencial oferecido. O Brasil possui uma abundância de recursos naturais estratégicos e sólidas capacidades científicas. Aproveitar essas vantagens para aumentar a produtividade e a competitividade é fundamental, especialmente em um momento em que a economia global passa por uma reestruturação significativa.
Ampliar os investimentos em inovação é vital para transformar esses recursos em benefícios econômicos, e a trajetória da Lei do Bem indica que já estão em curso esforços para fomentar a inovação. A questão central a partir daqui, portanto, é qual papel o Brasil pretende desempenhar na próxima fase da economia global, à medida que explora essas oportunidades de crescimento.
O FI Group by EPSA apoia empresas na identificação, estruturação e comprovação de projetos elegíveis à Lei do Bem, ajudando a converter investimentos em inovação em vantagem competitiva.
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