

Já faz um tempo que a antiga Lei de Informática se tornou Lei de TICs (Tecnologia da Informação e Comunicação), o principal incentivo fiscal destinado às empresas de hardware e automação que investem em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e estão sob regime de apuração no lucro real ou lucro presumido, oferecendo incentivos que concedem crédito financeiro.
São oito anos desde a reformulação, ocorrida em 2019, que trouxe melhorias significativas e a ligação direta — e definitiva — do mecanismo com investimentos em P&D. No entanto, apenas participar do programa não basta para usufruir plenamente desses benefícios: as empresas precisam adotar uma abordagem estratégica em seus investimentos para maximizar as vantagens.
Porém, após anos de adaptação, surge uma pergunta importante: as empresas estão aproveitando todo o potencial desse mecanismo?
Em primeiro lugar, para otimizar os investimentos em conformidade com a Lei de TICs, a estratégia mais eficaz envolve integrar as obrigações de P&D aos objetivos de negócios da empresa.
Isso significa que, em vez de apenas cumprir as exigências legais, as empresas devem buscar ativamente potencializar seus esforços de P&D para aumentar a produtividade e impulsionar o crescimento. Ao alinhar as atividades às metas centrais do negócio, as organizações podem garantir a conformidade e criar uma vantagem competitiva, maximizando também o impacto de seus investimentos.
Outro aspecto relevante da Lei de TICs é o estímulo à colaboração com Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e universidades.
Essas parcerias podem acelerar o desenvolvimento tecnológico, ampliar o acesso ao conhecimento especializado e contribuir para a formação de mão de obra qualificada, dando às empresas a oportunidade de utilizar essa aproximação para desenvolver soluções voltadas a desafios reais da indústria, promovendo inovação com potencial de aplicação prática e retorno ao mercado.
Esse modelo colaborativo também fortalece o ecossistema nacional de inovação, criando conexões entre indústria, pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
Maximizar os benefícios da Lei de TICs também exige acompanhamento constante dos indicadores financeiros relacionados ao programa.
O monitoramento adequado do faturamento incentivado permite calcular com maior precisão os investimentos mínimos exigidos e otimizar a geração de créditos financeiros. Além disso, uma gestão estruturada desses recursos pode contribuir para acelerar ciclos de desenvolvimento, permitindo ampliar investimentos em novos projetos, aumentar a previsibilidade financeira e fortalecer a competitividade tecnológica da empresa. Utilizar os incentivos como fonte de reinvestimento em inovação pode representar um diferencial relevante para a sustentabilidade do negócio.
O cumprimento de requisitos técnicos é vital para o sucesso geral de qualquer iniciativa estratégica, e é particularmente importante no contexto da conformidade com o PPB e da observância para com as declarações e registros junto ao MCTI, visando a garantia de atualização constante. Essa prática proporciona segurança jurídica, permitindo que as empresas continuem a usufruir de diversos incentivos e programas de apoio.
Além disso, empresas que adotam uma abordagem integrada podem combinar de forma eficaz a Lei de TICs com outros mecanismos de incentivo disponíveis. Destacam-se, entre eles, a Lei do Bem — que oferece incentivos fiscais para atividades de P&D — e as opções de financiamento disponibilizadas por agências como a Finep (Financiadora de Inovação e Pesquisa) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Ao aproveitar esses recursos combinados, as empresas podem ampliar significativamente seu potencial de retorno sobre o investimento, impulsionando, em última análise, seu crescimento e suas iniciativas de inovação.
Ademais, a evolução da Lei de TICs marcou uma mudança transformadora na percepção dos investimentos em P&D. Em vez de encarar esses investimentos apenas como uma obrigação necessária para obter incentivos, as organizações passam a reconhecê-los como uma oportunidade estratégica, e essa perspectiva estimula as empresas a investir em pesquisa e desenvolvimento não apenas para garantir benefícios financeiros, mas também para fomentar o crescimento e aumentar sua competitividade no mercado. Adotar essa mentalidade pode conduzir a uma abordagem mais inovadora, posicionando as empresas para prosperar em um cenário cada vez mais competitivo.
Transformar investimentos obrigatórios em resultados estratégicos exige planejamento, governança e uma visão integrada da inovação. O FI Group by EPSA apoia empresas na estruturação e otimização dos investimentos vinculados à Lei de TICs, ajudando a maximizar resultados e capturar novas oportunidades de crescimento.
Pronto para elevar sua estratégia de inovação? Entre em contato conosco hoje mesmo e vamos embarcar juntos nesta jornada.

